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A opositora venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2025 considerou muito positivo o encontro que manteve com o rei de Espanha, Felipe VI, na quarta‑feira, em Santiago de Chile, na véspera da tomada de posse do novo presidente chileno, José Antonio Kast. María Corina Machado afirmou que a figura do monarca tem sido um “símbolo de união”, não só em Espanha, mas também em Ibero‑América, e agradeceu as palavras de apoio dirigidas ao povo venezuelano nas últimas semanas, refere o jornal espanhol El País.
Apesar de elogiar o rei, a líder opositora foi crítica em relação ao papel que o Governo espanhol tem desempenhado na crise venezuelana. María Corina Machado lamentou a ausência de um liderança mais firme da Espanha e da Europa no apoio à transição democrática no seu país, afirmando que os próximos tempos serão decisivos e que cada executivo terá de escolher “se está do lado do crime ou do lado da justiça”.
María Corina Machado participou na cerimónia de investidura de José Antonio Kast em Valparaíso, um evento que reuniu diversas autoridades regionais e internacionais e que marcou um momento simbólico para a oposição venezuelana. Durante a visita, tem sublinhado a necessidade de organização dos venezuelanos no exterior como um fator chave para avançar num processo de transição democrática.
Sobre o seu regresso à Venezuela, a opositora evitou avançar uma data concreta, referindo que a missão continuará a ser a luta cívica e organizada pela democracia. Machado recordou as perseguições, prisões e mortes de opositores sob o regime chavista e defendeu que o civismo é uma força e não um sinal de fraqueza na luta pelo futuro político do país.
Esta visita a Chile é a primeira de María Corina Machado à América Latina desde que deixou a Venezuela em dezembro para receber o Nobel da Paz em Oslo, numa saída que contou com apoio dos Estados Unidos e gerou grande repercussão internacional.
Além do encontro com o rei de Espanha, María Corina Machado recebeu as chaves da cidade de Santiago, oferecidas pelo alcalde local, e participará em diversos eventos, incluindo a inauguração da Cátedra Sebastián Piñera na Universidade do Desenvolvimento, onde também agradeceu as palavras de apoio de Kast à causa da transição democrática na Venezuela.
Machado convocou ainda um encontro com a comunidade venezuelana residente em Santiago, que pode constituir o seu primeiro grande “banho de massas” desde que deixou Caracas.
A líder opositora recordou igualmente o assassinato de um ex‑tenente venezuelano em Santiago em 2024 como um exemplo, disse, dos “tentáculos criminosos do regime”, sublinhando a importância de manter a causa venezuelana no centro do debate regional.
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