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Os novos casos juntam-se a outros passageiros já sinalizados, num total de 147 pessoas entre tripulantes e passageiros que seguem a bordo do navio. As autoridades sublinham que os três doentes estão estáveis, tendo sido avaliados e assistidos por equipas médicas destacadas para o local.
A situação levou à manutenção da proibição de atracação no porto da Praia, numa decisão tomada por precaução e em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional. O navio permanece isolado, enquanto decorrem operações de acompanhamento clínico e avaliação epidemiológica.
A bordo encontram-se equipas médicas com médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório, estando igualmente preparadas medidas hospitalares no Hospital Dr. Agostinho Neto, caso seja necessária a transferência de pacientes. As autoridades admitem ainda a possibilidade de evacuação médica por via aérea, através de avião ambulância.
Segundo o Ministério da Saúde, não existe, para já, risco identificado para a população em terra, assegurando que a situação está “sob controlo” e a ser acompanhada em articulação com parceiros internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde.
O surto terá origem numa infeção associada ao hantavírus, um grupo de vírus raro transmitido principalmente por roedores, tendo já sido confirmado pelo menos um caso em laboratório. As três vítimas mortais e os novos casos suspeitos reforçam a investigação em curso para determinar a extensão do contágio a bordo.
O cruzeiro, operado pela Oceanwide Expeditions, fazia uma rota entre Ushuaia, na Argentina, e as Ilhas Canárias, após viagens turísticas no Atlântico Sul, quando foram detetados os primeiros sinais de doença grave.
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