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Segundo o Observador, com recurso à Lusa, 51% dos portugueses usam a IA em substituição de um médico, um resultado abaixo dos 58% verificados nos 20 países analisados pelo estudo. Portugal está na 15.ª posição entre 20 países.
Os resultados do inquérito revelam que 30% dos portugueses inquiridos recorrem à IA para entender diagnósticos, 22% para prevenção e 23% para preparar uma consulta. Há quem peça uma segunda opinião (11%) e quem use ferramentas como suporte à saúde mental (6%), enquanto 49% garante não usar a IA para a saúde.
Quatro em cada 10 portugueses (41%) estariam dispostos a guardar todo o histórico e dados de saúde num sistema de IA para melhorar diagnósticos, prevenções ou tratamentos. Este indicador está próximo da média dos países analisados (43%).
A maioria dos portugueses envolvidos no estudo (61%) teme erros ou diagnósticos incorretos, um número acima da média dos 20 países (54%). Seguem-se preocupação com o uso indevido de dados de saúde (46%) e com a diminuição da interação humana (43%).
Apesar das reservas, o relatório indica que os portugueses reconhecem os benefícios do uso da IA. Mais de metade (51%) acredita que a tecnologia poderá contribuir para acelerar os diagnósticos, 38% esperam que o acesso aos serviços de saúde se torne mais fácil e 35% consideram que a tecnologia pode ajudar médicos a manter-se atualizados.
O Cazaquistão é o país que mais usa a IA para pedir conselhos médicos (74%), seguindo-se o Uzbequistão (45%).
Os dados sobre Portugal mostram que os portugueses acompanham uma tendência: os mercados da Europa de leste estão mais abertos às consultas apoiadas por IA do que os da Europa Ocidental.
Os resultados indicam que os europeus não esperam que os profissionais de saúde sejam substituídos, mas esperam que o seu papel seja reforçado e adaptado. As conclusões do relatório mostram ainda que o uso de IA na saúde é maior entre os homens, os mais jovens e entre quem recorre à automedicação.
O estudo online, que envolveu cerca de 20 mil entrevistas, foi realizado entre fevereiro e março deste ano na Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Cazaquistão, Espanha, França, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia, Sérvia, Eslováquia, Suíça, Chéquia e Uzbequistão. Os resultados foram analisados pelo instituto internacional de estudos de mercado Human8, em nome do grupo farmacêutico internacional STADA.
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