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Os visitantes, que realizavam a trilha até um dos miradouros mais emblemáticos da cidade, ficaram impedidos de descer durante cerca de duas horas, enquanto decorria o confronto entre a polícia e membros da fação criminosa Comando Vermelho. Com 533 metros de altitude e vista privilegiada sobre as praias de Ipanema e Leblon, o morro é um dos pontos turísticos mais procurados do Rio, atraindo milhares de pessoas todas as semanas.
Segundo Renan Monteiro, responsável pela operadora Na Favela Turismo, cerca de 70% do grupo retido era composto por turistas estrangeiros. Em declarações à Agence France-Presse (AFP), o guia lamentou o impacto destas operações na imagem internacional da cidade, sublinhando que episódios deste tipo têm repercussão imediata no turismo.
Em comunicado, a Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que os agentes foram recebidos a tiro à entrada no Vidigal, acusando os traficantes de colocarem deliberadamente em risco moradores e visitantes. Testemunhos recolhidos no local descrevem momentos de grande tensão, com helicópteros a sobrevoar a área e pessoas em pânico, algumas das quais terão desmaiado durante a operação.
Entre os turistas afetados esteve Débora Moraes, de 28 anos, natural de São Paulo, que relatou ter ficado no meio do tiroteio. Também Ariane Sampaio Moura, de 41 anos, que se encontrava hospedada no Vidigal com a filha, decidiu abandonar a comunidade após acordar de madrugada com o som de disparos e aeronaves policiais. “Queríamos ficar, mas o melhor foi sair”, disse.
A operação terminou com a detenção de três suspeitos e sem registo de feridos, segundo a polícia. Após autorização das autoridades, os turistas puderam finalmente descer em segurança.
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