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A manifestação na Parliament Square, em Londres, contou com cerca de 700 pessoas, avança a Sky News.
O protesto foi organizado pelo grupo Defend Our Juries, que protesta regularmente contra a proibição do grupo Palestine Action pelo governo britânico.
O Palestine Action foi adicionado pelo Governo britânico à lista de organizações consideradas "terroristas" no Reino Unido, após atos de vandalismo terem sido cometidos por militantes, nomeadamente numa base da Força Aérea em Inglaterra.
A proibição, considerada "desproporcionada" pela ONU, é atualmente objeto de uma ação judicial, movida por Huda Ammori, cofundadora deste grupo que se apresentava como uma "rede de ação direta" com o objetivo de denunciar "a cumplicidade britânica" com o Estado de Israel, em particular na questão da venda de armas.
Os organizadores da manifestação que ocorreu hoje alegaram que a polícia estava a preparar-se para a "maior prisão em massa da história".
O grupo disse ainda que entre os detidos está o ex-prisioneiro da Baía de Guantánamo, Moazzam Begg, mas também profissionais de saúde, quakers e uma pessoa cega com mobilidade reduzida.
Já a Polícia Metropolitana disse que "número significativo de pessoas" foi visto com cartazes de apoio à Palestine Action.
"Foram detidas 200 pessoas na Parliament Square esta tarde", escreveu a polícia numa publicação na rede social X.
Houve ainda mais quatro detidos por alegadas agressões a polícias.
Numa publicação anterior, feita na mesma rede social, as autoridades escreveram:
"Embora muitos dos que permaneceram na praça sejam jornalistas e curiosos, ainda há pessoas com cartazes de apoio à Palestine Action. Os polícias estão a trabalhar de forma contínua no meio da multidão e prosseguem com as detenções".
Com a entrada em vigor da legislação que proíbe a Palestine Action, é considerado crime demonstrar apoio à organização, com pena de prisão até 14 anos.
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