Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Patente até 20 de setembro no Polo Central do museu, instalado no edifício da Reitoria da Universidade do Porto, a mostra reúne exemplares provenientes de centenas de doações feitas por académicos, colecionadores, cientistas, naturalistas, arqueólogos e particulares desde o final do século XVIII até aos dias de hoje.
O espólio do museu inclui números expressivos: mais de 125 mil insetos, 40 mil moluscos, 39 mil espécimes de herbário, 5.500 exemplares de árvores e arbustos, 4.450 aves, 2.500 aracnídeos, 1.150 fósseis e centenas de objetos arqueológicos, etnográficos e geológicos. Entre as peças mais emblemáticas encontra-se o esqueleto de uma baleia-azul juvenil que deu à costa na Praia do Paraíso, em Matosinhos, em 1937, posteriormente oferecido à Universidade do Porto.
Segundo a vice-reitora para a Cultura e Museus da Universidade do Porto, Fátima Vieira, a exposição pretende destacar o papel das doações na construção das coleções da instituição. A responsável sublinha que a iniciativa procura também devolver esse património à comunidade, permitindo ao público conhecer objetos que normalmente permanecem fora dos circuitos expositivos.
A diversidade das coleções reflete a amplitude das áreas científicas representadas no museu. Geologia, paleontologia, zoologia, arqueologia, etnografia e botânica são algumas das disciplinas presentes na exposição, que procura igualmente mostrar o trabalho de preservação, estudo e investigação desenvolvido em torno dos materiais doados.
Entre os destaques encontram-se uma coleção de aracnídeos dedicada ao estudo dos escorpiões, oferecida este ano pelo biólogo neerlandês Arie van der Meijden, um herbário produzido por uma estudante da Faculdade de Ciências e doado em 1944, bem como artefactos arqueológicos recolhidos em monumentos megalíticos e necrópoles portuguesas.
A exposição integra ainda parte da coleção reunida por José Teixeira da Silva Braga Júnior, que incluía milhares de aves, invertebrados, mamíferos, minerais e objetos arqueológicos relacionados com o mundo neotropical, bem como instrumentos científicos e peças de arte popular.
Entre os objetos mais invulgares está uma bússola-pantómetro utilizada em trabalhos topográficos no norte de Moçambique no início da década de 1960. Os visitantes poderão também observar a peça "Rei a cavalo", da ceramista Rosa Ramalho, integrada numa das coleções de cerâmica recentemente incorporadas no património da Universidade do Porto.
Com "Maravilhário", a Universidade do Porto propõe uma viagem por histórias de colecionismo, investigação e partilha que ajudaram a construir uma das mais importantes coleções científicas e culturais do país.
__
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários