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O Tribunal de Contas deu luz verde ao aditamento do contrato de aquisição de novo material circulante ferroviário para a CP — Comboios de Portugal, permitindo avançar com a compra de 153 novos comboios destinados ao reforço e modernização da rede ferroviária nacional.
O contrato, celebrado entre a CP e o consórcio formado pelas empresas Alstom Transporte S.A., Alstom Ferroviária S.A. e Domingos da Silva Teixeira S.A., prevê a aquisição de 98 automotoras urbanas e 55 regionais, equipadas com sistemas ERTMS/ETCS e respetivas peças associadas.
Segundo o comunicado ao qual o 24notícias teve acesso, o "investimento de 1.064 milhões de euros" e inclui 117 automotoras inicialmente previstas, às quais se juntam mais 36 unidades adicionais. Segundo o Governo, esta renovação permitirá aumentar a capacidade de resposta da CP e melhorar a qualidade do serviço prestado em todo o país, tratando-se "do maior investimento jamais feito na compra de comboios em Portugal".
Além do reforço da frota, o calendário de entrega dos novos comboios foi antecipado. A última composição deverá chegar em 2031, menos dois anos do que o previsto no contrato inicial.
“Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio. A forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável”, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O governante destacou ainda a importância da aposta no transporte público para promover maior inclusão e sustentabilidade na mobilidade. “Mobilidade tem de ser sinónimo de inclusão e estamos a trabalhar para trazer cada vez mais pessoas para os transportes públicos, com o reforço da oferta e fomentando a confiança dos cidadãos”, acrescentou.
Os primeiros comboios deverão começar a chegar a Portugal em 2029. O contrato prevê também a instalação de uma fábrica em Matosinhos, introduzindo uma componente de produção nacional no projeto.
De acordo com as estimativas apresentadas, a nova unidade industrial poderá criar "cerca de 300 postos de trabalho diretos e aproximadamente 1.500 indiretos", contribuindo para o "desenvolvimento da indústria ferroviária e para o reforço das competências técnicas" no setor em Portugal.
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