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Lula da Silva iniciou a sua intervenção com uma nota descontraída, recordando o Mundial de 1966 e figuras como Eusébio e Pelé, evocando a vitória de Portugal sobre o Brasil. Em tom humorístico, afirmou esperar que Cristiano Ronaldo não derrote Vini JR., sob pena de provocar um “conflito diplomático” entre os dois países.

Ultrapassado o momento inicial, o Presidente brasileiro assumiu-se como defensor do multilateralismo, afirmando estar empenhado numa agenda internacional de promoção da paz. Nesse contexto, deixou críticas diretas ao presidente norte-americano, Donald Trump.

No plano bilateral, Lula apontou para uma nova fase nas relações económicas entre Portugal e o Brasil. “O Brasil sempre disse que Portugal era a porta de entrada para a União Europeia. Agora que Portugal ajudou o Brasil a fazer o acordo UE-Mercosul, Portugal pode mesmo ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros”, afirmou, prometendo a construção de “uma parceria robusta”.

O chefe de Estado brasileiro agradeceu ainda ao primeiro-ministro português, Luís Montenegro, a quem chamou “amigo”.
“A história preparou-nos uma bela surpresa. Portugal e Brasil vivem o seu melhor momento de relação”, sublinhou Lula, destacando também o aumento da comunidade brasileira em Portugal, composta, segundo afirmou, por cidadãos qualificados e de classe média.

“Se há um povo trabalhador, é o povo brasileiro. Essas pessoas vão orgulhar o carinho com que têm recebido. Muito obrigado”, concluiu.

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