A posição de Lula surge após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter determinado o bloqueio de navios petroleiros sujeitos a sanções norte-americanas nas proximidades da Venezuela. A medida é vista por vários analistas como um passo no sentido de uma escalada militar contra o país sul-americano, governado por Nicolás Maduro, tendo sido já registados ataques de forças norte-americanas a embarcações na região.
Segundo o chefe de Estado brasileiro, "os limites do direito internacional estão a ser postos à prova, alertando para as consequências de uma ação militar". Lula sublinhou que uma intervenção armada teria impactos devastadores para todo o hemisfério e poderia abrir um precedente perigoso nas relações internacionais.
O Presidente do Brasil evocou ainda o conflito das Malvinas, travado entre a Argentina e o Reino Unido em 1982, para alertar para "o regresso da presença militar de potências extrarregionais na América do Sul". Mais de quatro décadas "depois daquela guerra", afirmou, o continente volta a ser confrontado com uma situação que ameaça a estabilidade regional.
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