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“Cometi um ou outro erro que já reconheci com toda a humildade. [...] Não aceito que André Ventura transforme aquilo que assumi naquilo que nunca fiz”, afirmou Luís Neves durante uma cerimónia que assinalou o 148.º aniversário do Comando Regional da PSP Madeira.
As declarações do ministro são uma resposta ao líder do Chega, André Ventura, que ameaçou apresentar uma moção de censura se não houver uma resolução no caso que envolve Luís Neves.
“Quem vive apenas da espuma do caos ignora a essência da governação. O que importa são as pessoas. É alarmante ver como alguns acabam contaminados pela agenda do caos”, afirmou o responsável pela pasta da Administração Interna. Luís Neves disse ainda que o "populismo precisa de repetir até à exaustão uma mentira até que as pessoas parem de perguntar se é verdade”, garantido que Ventura quer "convencer os portugueses de que todos os políticos são corruptos”.
O ministro da Administração Interna afirmou que "há quem condene adversários sem provas" e que esta é a diferença entre um Estado de Direito e uma "política de suspeita permanente", na qual se repetem acusações que nunca foram provadas "porque não existem".
O governante recordou que combateu todo o tipo de crime violento e garantiu que nunca tomou qualquer decisão que prejudicasse o Estado. Numa alusão ao carro apreendido que conduz, disse que os bens devem ser colocados ao serviço de quem combate a criminalidade porque é uma forma de devolver o resultado do crime à sociedade.
Sobre as acusações de estar "desaparecido em combate", o responsável pela pasta da Administração Interna garantiu que está no combate por mais polícias, mais meios e pela valorização das carreiras. Mostrou-se também estar empenhado no reforço do SIRESP e na prevenção e resposta aos incêndios.
Luís Neves referiu ainda que as acusações que lhe são feitas são uma resposta de quem não o pode atacar por inação. “Escolheram a única estratégia que conhecem: lançar suspeitas, atacar a honra e tentar intimidar. A mim não me intimidam, jamais me intimidarão. Nada disto me intimida ou condiciona, não me vai impedir de governar”.
Mais tarde, em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia, Luís Neves reforçou que tem havido um tipo de escrutínio que atinge a sua personalidade e a própria família. Garantiu que conhece as pessoas envolvidas nestas acusações e prometeu que haverá "uma consequência".
Luís Neves voltou a dizer que está disponível para “qualquer escrutínio” e que, no dia 8, terá uma audição no Parlamento. O ministro da Administração Interna afirmou estar disponível para responder a qualquer pergunta de André Ventura e garantiu que nada o envergonha.
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