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Numa resposta a um pedido de esclarecimentos feito pelo 24notícias, o MAI respondeu não haver “nada a acrescentar sobre esta matéria” além do que o ministro já disse. Na passada quarta-feira, durante uma conferência de imprensa, Luís Neves afirmou que a decisão de entregar o atrelado a João Carvalho foi uma proposta “de um um alto quadro da Polícia Judiciária, cuja competência e integridade mereciam então — e continuam a merecer — total confiança”.
O governante, que na altura dos factos era diretor nacional da PJ, garantiu que os armazéns da polícia estavam cheios e que a destruição do atrelado iria custar quase 150 mil euros. Considerou, por isso, que a decisão “foi um puro ato de boa gestão” e que teve como critérios a “segurança e poupança”.
Ainda na conferência de imprensa, o ministro da Administração Interna confirmou que comprou materiais sem utilização à Infraestruturas de Portugal (IP) para construir um alpendre. “Perguntei a um trabalhador da CP, que conheço há muitos anos, se sabia como as comprar, ele informou-se e passado algum tempo as sulipas foram entregues em minha casa”, disse Luís Neves, acrescentando que os materiais foram pagos à IP “por um intermediário” a quem pagou depois. Questionado sobre se existem faturas que comprovem a compra, o MAI não respondeu.
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