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Segundo a CNN, Luís Neves apenas corrigiu há menos de dois meses a declaração apresentada à Entidade para a Transparência, passando a incluir a empresa da mulher, AL Campos, como um bem que também lhe pertence por estar casado em regime de comunhão de adquiridos.

A informação não constava das declarações anteriormente entregues, tanto quando exercia funções como diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) como na primeira declaração apresentada após tomar posse como ministro da Administração Interna.

A alteração foi identificada na consulta às declarações disponibilizadas pela Entidade para a Transparência e ocorreu já depois de Luís Neves ter assumido funções no Governo.

Em novembro de 2024, quando foi reconduzido como diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves apresentou a Declaração Única prevista na Lei n.º 52/2019, de 31 de julho. No campo destinado à identificação de quotas, ações, participações ou outras partes sociais em sociedades civis ou comerciais, indicou que não tinha qualquer elemento a declarar.

Já em fevereiro deste ano, ao deixar a direção da PJ e ao tomar posse como ministro da Administração Interna, entregou duas novas declarações: uma na qualidade de diretor cessante e outra como membro do Governo. Em ambas voltou a declarar que não detinha qualquer participação em empresas.

Contudo, refere a CNN, a sociedade unipessoal AL Campos existia desde 16 de junho de 2023 e encontrava-se registada em nome da mulher do governante.

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