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O governante afirmou que o atrelado apreendido estava na posse do empreiteiro, sem qualquer contrapartida, porque os armazéns da Polícia Judiciária estavam cheios. A solução encontrada foi uma proposta de "um alto quadro" da PJ e, segundo explicou, permitiu que o Estado poupasse 150 mil euros. Garante que nunca se escondeu e que não o fará agora e, por isso, assume as responsabilidades da decisão, que foi a "melhor".
O responsável pela pasta da Administração Interna afirmou que, além de uma propriedade herdada pela mulher, comprou uma outra nas proximidades. “Tudo a preços de mercado. Adquirido a preços anunciados pelas imobiliárias. Nenhum a preço de saldo”, garantiu Luís Neves, acrescentando que os rendimentos que tem vêm apenas do seu trabalho e da mulher.
O ministro afirmou que as obras realizadas pelo empreiteiro João Carvalho aconteceram apenas numa propriedade, durante dez fins-de-semanas, e que os pagamentos, no valor de cerca de cinco mil euros, foram feitos em numerário pela mulher. Esclareceu ainda que participou nas obras com o filho, sem aumentar a área original.
Sobre a piscina, declarou que pediu para ser construído um tanque, mas que este "acabou por se transformar numa piscina" contra a sua vontade. Luís Neves deixou a garantia de que a piscina vai voltar a ser um tanque. Afirmou, ainda, que não pediu licenciamento porque se tratavam de mudanças "de pouca monta", mas garante que já solicitou uma reunião à Câmara de Odemira para esclarecer e regularizar tudo o que for necessário.
"Nunca usei cargos públicos para favorecer quem quer que fosse", afirmou Luís Neves, reforçando que nunca favoreceu o empreiteiro. Garantiu que fez um contrato com uma pessoa que "trabalha bem" e em quem tinha confiança.
O governante esclareceu que não apresentou a declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional durante os mandatos à frente da PJ porque não foi notificado. Defende que a lei não se aplica da mesma forma aos dirigentes da PJ e justifica que esteve "sob medidas de proteção e segurança e ameaças por máfias da pior espécie”.
Embora tivesse repetido que iria responder a todas as perguntas, Luís Neves não ouviu todas as questões dos jornalistas. Fica por esclarecer a relação com o empreiteiro João Carvalho que, segundo garantiu, não continua a fazer obras nas suas propriedades.
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