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Em declarações à Antena 1, no programa conduzido por Natália Carvalho, Luís Neves explicou que no próximo ano o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) vai introduzir a nacionalidade dos imigrantes que chegam a Portugal.
“Não serão os dados na sua totalidade porque o sistema ainda não está a funcionar, e já estamos em abril. A não ser que façamos um esforço enorme”, esclareceu.

Apesar desta alteração, o ministro defendeu que “mais importante do que saber se é imigrante ou não, é saber se as pessoas estão legalizadas e, estando legalizadas, se cometem crimes”.

Luís Neves referiu ainda a existência de casos de criminalidade associada a cidadãos estrangeiros, sublinhando: “Temos centenas de brasileiros e colombianos detidos sobretudo por tráfico internacional de estupefacientes”. Acrescentou que estes casos envolvem indivíduos que não residem de forma permanente em Portugal e que utilizam o território para cometer crimes.

O responsável reiterou também a posição que já tinha defendido enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, afirmando que “não existe uma relação entre aumento da criminalidade e aumento da imigração”.

Por outro lado, alertou para o crescimento do risco de radicalização e crimes de ódio. “O risco de radicalização eu acho que está a aumentar”, afirmou, sublinhando a necessidade de preservar uma “matriz humana de respeito”.

As declarações surgem a propósito de um caso envolvendo um homem, militante do PS, que ficou em prisão preventiva após alegadamente ter lançado um cocktail molotov contra manifestantes antiaborto durante a Marcha pela Vida, em março.

Para Luís Neves, trata-se de “um crime de ódio e preocupante”, tendo acrescentado que “classifiquei-o logo como um crime de terrorismo”.

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