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A proposta de compra do lote da Quinta de Santa Rita, localizado na vila da Lousã, foi aprovada em reunião do executivo de 27 de julho, revelou esta quarta-feira aquele município do distrito de Coimbra em nota de imprensa enviada à agência Lusa.
O terreno, cuja proposta de aquisição ainda terá de ser aprovada em Assembleia Municipal, tem uma área total de 17.100 metros quadrados, onde se encontra um armazém desativado, numa zona muito próxima ao espaço onde se realiza a Feira de São João e a Feira do Mel e da Castanha.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do município, Victor Carvalho (PSD), afirmou que poderá ser ali construído “o maior pavilhão coberto do distrito de Coimbra”, aproveitando a reabilitação e infraestruturação do armazém ali existente, com cerca de quatro mil metros quadrados.
“Havia a disponibilidade de venda do armazém, avaliámos, negociámos e conseguimos comprar, com uma entrada inicial e uma aquisição que será paga durante cinco anos, de forma faseada e sem juros [400 mil euros anuais mais 400 mil euros no ato da escritura], apenas com recurso a fundos municipais”, disse.
A Câmara da Lousã tem a expectativa de, no futuro, reabilitar o armazém com recurso a fundos comunitários.
Além de uma infraestrutura coberta que pode ser utilizada para espetáculos, congressos e outro tipo de eventos, o município perspetiva criar uma zona de lazer e implementar, no mesmo terreno, um espaço de ‘cowork’ e um centro de negócios, “para dar uma nova centralidade” a toda aquela zona, servida pela interface do ‘metrobus’, salientou Victor Carvalho.
Segundo o autarca, a infraestruturação daquele espaço irá permitir fazer também as feiras e festas do concelho “com outra dignidade”.
“Terá uma capacidade gigantesca e pode ser até um motor e um atrativo para eventos que nunca sequer aconteceram na Lousã”, sublinhou.
O presidente do município acredita que terão de ser gastos cerca de três milhões de euros para infraestruturar o espaço e criar o centro de negócios, além do investimento que será realizado na compra do terreno.
“Estava lá um armazém velho, com 30 ou 40 anos, no centro da vila, e a ideia é dar utilidade pública àquele espaço e dar um sinal de que há oportunidades de investimento muito centrais na Lousã”, disse.
Para Victor Carvalho, o facto de o terreno ficar a cerca de 100 metros do parque municipal de exposições permite também criar “uma dinâmica entre os dois espaços”.
No futuro, a autarquia pretende também pôr em discussão pública a passagem do mercado municipal para o parque de exposições e o espaço onde atualmente funciona o mercado passar a acolher a biblioteca e um ‘welcome center’ (centro de boas-vindas para turistas), avançou.
“A atual biblioteca ficará para instalar alguns serviços públicos municipais que andam dispersos”, disse, referindo que há também a possibilidade de instalar serviços municipais no piso superior do parque municipal de exposições.
“Não precisamos de andar a viver encolhidos. Temos de criar horizontes e novas dinâmicas”, frisou Victor Carvalho.
Além da aprovação pela Assembleia Municipal, a aquisição fica também dependente do visto prévio do Tribunal de Contas.
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