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O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é o aeroporto português com maior risco de perda de ligações aéreas, segundo uma análise da AirHelp sobre ligações perdidas e tempos mínimos recomendados em 196 aeroportos internacionais.
A infraestrutura lisboeta surge na 26.ª posição do ranking mundial, com uma pontuação de 4,64, integrando o grupo dos 30 aeroportos com pior desempenho neste indicador.
De acordo com a análise, perder um voo de ligação nem sempre resulta de atrasos dos passageiros, mas antes de fatores operacionais associados às grandes infraestruturas aeroportuárias. Atrasos, controlos de segurança, mudanças de terminal ou elevados níveis de saturação podem comprometer escalas consideradas viáveis.
Além de Lisboa, o estudo destaca outros aeroportos portugueses. O Aeroporto João Paulo II, nos Açores, e o Aeroporto das Lajes, na Terceira, aparecem empatados na 44.ª posição, ambos com uma pontuação de 5,10, sendo classificados como aeroportos de risco moderado.
Já o Aeroporto do Porto apresenta um desempenho mais favorável, ocupando a 87.ª posição mundial, com uma pontuação de 6,21. Segundo a AirHelp, os tempos recomendados de 35 minutos para voos domésticos e 70 minutos para internacionais tornam o Porto uma alternativa de escala mais fiável para passageiros em trânsito.
Entre os aeroportos portugueses com melhor desempenho surgem ainda o Aeroporto da Madeira, na 138.ª posição, com 7,49 pontos, o Aeroporto do Pico, na 146.ª posição, com 7,72 pontos, e o Aeroporto de Faro, na 148.ª posição, com 7,77 pontos.
A análise identifica os grandes aeroportos internacionais como potenciais “buracos negros logísticos”, sobretudo quando concentram elevado volume de passageiros, múltiplos terminais, controlos adicionais e tráfego internacional intenso. Neste contexto, Lisboa, enquanto hub da TAP e ponto de ligação entre a Europa, o Atlântico e o Brasil, revela maior vulnerabilidade a pressões operacionais, especialmente em períodos de pico.
O estudo conclui que os problemas não se limitam aos tempos teóricos de escala, apontando também fatores como a dimensão dos aeroportos, a distância entre portas de embarque, a fluidez nos controlos de segurança e a saturação sazonal.
Face a este cenário, a AirHelp recomenda evitar escalas demasiado curtas em grandes aeroportos, sobretudo em Lisboa, acrescentar margem adicional durante épocas de maior procura, consultar o histórico de pontualidade das companhias aéreas e privilegiar ligações com mais tempo de intervalo, mesmo que impliquem percursos mais longos.
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