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“Além das pessoas que já acompanhávamos de anos anteriores, durante 2025 recebemos estes 949 novos processos, o que revela um crescimento muito significativo”, explicou a responsável. As burlas mantiveram-se como o crime mais reportado, com 358 ocorrências, mais 44% do que em 2024. Seguiu-se a extorsão, com 167 casos, quase o dobro dos registados no ano anterior.

Entre os crimes mais frequentes destacam-se ainda situações de violência sexual baseada em imagens, incluindo extorsão sexual e partilha não consentida de conteúdos íntimos, muitas vezes envolvendo crianças e jovens. O acesso ilegítimo a contas somou 78 ocorrências e os crimes sexuais contra crianças 75.

A LIS registou também um aumento expressivo das denúncias de conteúdos ilegais online, que subiram 70% em termos homólogos, para um total de 1.747 participações, mais de mil das quais relacionadas com abuso sexual de menores.

De acordo com os dados, as mulheres e raparigas representaram 53,1% dos casos reportados. Carolina Soares sublinhou que os padrões de vitimação diferem consoante o género: os homens surgem sobretudo como vítimas de burlas, nomeadamente de investimento e criptomoedas, enquanto as mulheres são mais afetadas por burlas românticas, ‘phishing’, ‘smishing’ e pela partilha não consentida de imagens íntimas, incluindo ‘deepfakes’ gerados por inteligência artificial.

As burlas em comércio online (84 casos), de investimento e criptomoedas (60) e as burlas românticas (49) foram os métodos mais comuns. Em termos etários, verificou-se um aumento significativo de contactos de crianças e jovens até aos 17 e 18 anos, com especial incidência de extorsão sexual, aliciamento para fins sexuais e pornografia de menores. No total, a LIS apoiou 119 menores vítimas de cibercrime em 2025, um aumento de 92% nos crimes sexuais contra crianças online face a 2024.

A maioria dos contactos à Helpline foi feita por adultos entre os 18 e os 64 anos (82,1%), seguindo-se os maiores de 65 anos. Quanto ao local onde os crimes têm origem, as redes sociais continuam a liderar, com destaque para plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat e X, embora muitas situações evoluam posteriormente para aplicações encriptadas, como o WhatsApp.

A Linha Internet Segura integra o Centro Internet Segura, coordenado pelo Centro Nacional de Cibersegurança, e resulta de um consórcio que envolve várias entidades públicas e privadas, incluindo a APAV, a DGE, o IPDJ, a FCT e a Microsoft Portugal.

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