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A presença dos líderes estrangeiros na capital ucraniana foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, numa publicação divulgada esta segunda-feira, 24 de agosto. A deslocação acontece no dia em que a Ucrânia assinala o 35.º aniversário da independência, proclamada em 1991 na sequência da dissolução da União Soviética.
Entre os dirigentes presentes está Andy Burnham, que chegou a Kiev na sua primeira deslocação ao estrangeiro desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro britânico. Segundo o The Guardian, Burnham deverá reunir-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e copresidir a uma reunião da chamada «coligação da boa vontade», ao lado de outros líderes internacionais.
Um dos principais anúncios previstos por Burnham está relacionado com o míssil de longo alcance SCALP. Segundo o governo britânico, Londres autorizou a empresa de defesa MBDA a divulgar informação classificada relativa a componentes britânicos utilizados no sistema.
A decisão deverá permitir à França e à Ucrânia avançarem com os planos para a produção local do míssil em território ucraniano. O SCALP é a versão francesa do Storm Shadow britânico, sendo que ambos os sistemas incorporam tecnologia e componentes franceses e britânicos.
A autorização para a divulgação da informação classificada pretende facilitar a cooperação industrial entre os dois países e reforçar a capacidade da Ucrânia para produzir armamento de longo alcance no próprio território.
A reunião da «coligação da boa vontade» deverá também abordar a continuidade do apoio internacional a Kiev e as garantias de segurança para a Ucrânia. A presença simultânea de vários dirigentes europeus na capital pretende demonstrar a manutenção do compromisso dos aliados com o país, num contexto marcado pela continuação da guerra com a Rússia.
Além de Burnham, António Costa, Luc Frieden, Maia Sandu e Alar Karis, outros representantes europeus participam nas comemorações e nos encontros diplomáticos previstos para esta segunda-feira.
Em exclusivo à SIC, António Costa afirmou que o "direito de cada povo a ser independente" é um "direito fundamental reconhecido na Carta das Nações Unidas". Nesse sentido, sublinhou que "quem quer defender o direito internacional, tem de defender o direito à independência da Ucrânia e é por isso que aqui estamos". Para o presidente do Conselho Europeu, "esta guerra só existe porque a Rússia quer pôr em causa a independência da Ucrânia". Costa acrescentou que a "mensagem fundamental que tem sido dita à Rússia" é que está "na altura de parar de matar pessoas" e sentar-se à mesa para negociações de paz.
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