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À entrada para o 43.º Congresso do PSD, em Sangalhos, Hugo Soares defendeu que "não há crise nenhuma em Portugal" e que a legislatura se mantém estável, sublinhando que o Governo liderado por Luís Montenegro continua a governar dentro da normal dinâmica parlamentar.
Miguel Albuquerque, também presente no congresso, reconheceu que o partido poderá ter "falhado na comunicação da importância do pacote laboral", mas insistiu que o PSD deve reforçar a explicação das suas propostas junto dos portugueses. Ainda assim, alertou para resistências a mudanças estruturais e criticou aquilo que descreveu como interesses instalados.
Hugo Soares considerou que a rejeição do diploma foi "um dia mau para o país", mas rejeitou qualquer impacto na orientação do Executivo, defendendo que o Governo mantém uma estratégia definida. Acrescentou que o objetivo passa por encontrar outros instrumentos para reforçar a competitividade da economia e criar condições para o aumento dos salários.
O dirigente social-democrata afastou igualmente a ideia de instabilidade política, referindo que cenários de crise são frequentemente alimentados no debate político, mas não correspondem à realidade governativa atual.
Também à entrada do Congresso, o ministro das Infraestruturas e Planeamento criticou a postura do Chega, acusando o partido de incoerência no processo negocial do pacote laboral, depois de um período de abertura do Governo a diferentes forças políticas.
O pacote laboral foi chumbado na Assembleia da República com votos contra da esquerda e do Chega, num desfecho que o Governo considera politicamente relevante, mas sem consequências imediatas para a estabilidade do Executivo.
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