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Os líderes da NATO regressaram da cimeira realizada em Ancara, na Turquia, com uma oferta invulgar na bagagem: um revólver vintage acompanhado de munições. O presente partiu do presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan.

Segundo a Reuters, a iniciativa pretendeu destacar a indústria de defesa turca, que se tornou um dos principais setores de exportação do país e um importante instrumento da política externa de Ancara.

Fotografias divulgadas pelo primeiro-ministro hungaro Péter Magyar, mostram o que aparenta ser um revólver Gümüşay .357 Magnum, um modelo raro de seis tiros produzido por uma empresa turca na década de 1990.

A arma surgiu acondicionada numa caixa de apresentação decorada com a bandeira da Turquia e o logótipo da NATO. O conjunto incluía ainda um cartão com a inscrição: "Gümüşay, o primeiro revólver produzido no nosso país."

Entre os destinatários da oferta estiveram também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Uma fonte do Conselho Europeu revelou ao Politico que a equipa de segurança de António Costa recolheu a arma para a submeter aos procedimentos de segurança habituais antes do seu transporte para a Bélgica, onde ficará armazenada de acordo com as regras impostas pelo Secretariado-Geral do Conselho.

Já um porta-voz de Ursula von der Leyen afirmou que a presidente agradeceu o gesto de Erdoğan. A arma será transportada e armazenada em segurança e, depois de desativada, deverá ser doada a um museu militar.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não regressou ao Reino Unido com o revólver, escreve a BBC. A arma permaneceu sob custódia de autoridades britânicas na Turquia, uma vez que a legislação britânica proíbe a importação de armas de fogo operacionais.

Embora Erdoğan tenha dispensado os controlos de exportação para esta oferta, o revólver terá de ser desativado antes de poder entrar no Reino Unido, deixando assim de ter capacidade para disparar munições reais.

Do lado português, o gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro, revelou que o revólver foi entregue para a peritagem da PSP. À agência Lusa, o gabinete revelou que quando Montenegro soube da prenda, entregou a arma “ao Corpo de Segurança Pessoal que a transportou para Portugal”.

O revólver está, agora, no Departamento de Armas e Explosivos da PSP “onde será feita a devida perícia para efeitos da determinação das normas legais aplicáveis”.

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