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Dois altos funcionários libaneses afirmaram que o governo do país não recebeu qualquer notificação sobre uma possível reunião em Washington na próxima semana, depois de autoridades israelitas e norte-americanas terem indicado que negociações entre Israel e Líbano seriam realizadas no Departamento de Estado dos EUA.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse esta quinta-feira que pediu ao governo para começar "negociações diretas com o Líbano o mais rapidamente possível”, em resposta aos “pedidos” do país vizinho.
Contudo, oficiais libaneses afirmaram que não haverá “negociações sob fogo”. Segundo a CNN, o ministério dos Negócios Estrangeiros e o palácio presidencial libaneses não foram oficialmente notificados sobre o convite para abrir conversações, nem receberam qualquer informação sobre uma reunião potencial na próxima semana.
Mais tarde, Netanyahu afirmou que não haverá cessar-fogo no Líbano, mesmo enquanto promove o início das negociações. Caso as conversas ocorram, Israel seria representado pelos seus embaixadores nos EUA, Yechiel Leiter, e os EUA pelo embaixador em Beirute, Michel Issa, segundo autoridades israelitas e norte-americanas.
O foco das negociações, de acordo com Netanyahu, será o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de “relações pacíficas” entre os dois países.
As conversas surgem numa altura onde Israel intensificou a ofensiva militar no Líbano, incluindo ataques à capital, Beirute, numa ação que ameaça comprometer o frágil cessar-fogo entre EUA e Irão. Embora o cessar-fogo acordado não inclua o Líbano, segundo os EUA, Irão e Paquistão consideravam-no aplicável ao país.
No primeiro dia do cessar-fogo, Israel realizou a maior onda de ataques sobre o Líbano desde o início da guerra, provocando mais de 300 mortos e 1000 feridos, de acordo com o ministério da Saúde do Líbano, citado pela CNN.
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