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Terminou a reunião e continuou a verificar-se o afastamento entre o Governo e os parceiros sociais, nomeadamente a UGT. Assim, não foi possível chegar-se a um acordo em sede de Concertação Social.

Em declarações aos jornalistas, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, disse que o Governo "tentou ao máximo" levar as negociações "a bom porto", já que "fez inúmeras cedências, aliás, como outros parceiros também fizeram".

"Não houve matérias, designadamente nenhuma das linhas vermelhas de que se falou, em que o Governo não tivesse cedido. Infelizmente, um dos parceiros revelou-se absolutamente intransigente e, portanto, não permitiu as aproximações que eram necessárias para chegarmos ao acordo que desejávamos", adiantou, em referência à UGT.

"A UGT, nesta reunião, entendeu que não tinha que apresentar propostas concretas e que o que estava em causa era, no final, todo o processo e, assim sendo, a UGT não permitiu qualquer margem para chegar a pontos mais próximos em matérias concretas. A UGT fez, inclusivamente, uma declaração para a ata a dizer isto mesmo", frisou.

Apesar disso, a ministra lembrou que "este é um Governo de concertação de negociação", pelo que a decisão vai ser levada ao primeiro-ministro. "O Governo vai avaliar muito rapidamente o passo seguinte, que será a transformação em proposta de lei para que o processo siga, então, na instância legislativa".

Já Mário Mourão, secretário-geral da UGT, afirmou que foi indicado ao Governo que "a UGT não concordou com a proposta que ainda estava em cima da mesa".

"Nós, durante o período em que ocorreu essa reunião, até hoje, fomos ouvindo reptos de várias [entidades], nomeadamente do Governo, de que esperavam que a UGT fizesse uma proposta. A UGT não tem nenhuma proposta mais a fazer, a não ser daquelas que estão na concertação social e que fez entrega em devido tempo e do qual não obteve o consenso nem a aprovação das partes que estavam a negociar", avançou.

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, falou também no final da reunião e lembrou que continua o aviso de greve para o dia 3 de junho.

Quanto a este tema, a UGT, lembrou que "não está ainda em cima da mesa essa forma de luta da greve geral".
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