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O governo trabalhista britânico prepara-se para impor restrições mais severas ao uso de lareiras, salamandras e fogões a lenha em Inglaterra, diz o The Guardian.
A medida surge no âmbito da atualização do Environmental Improvement Plan (EIP), que pretende corrigir o que a atual ministra do Ambiente, Emma Reynolds, descreve como um documento “não credível” deixado pelo executivo conservador em 2023.
Em declarações ao jornal britânico antes da apresentação do novo EIP, Reynolds afirmou que a recuperação da natureza passará a ser organizada de forma “estratégica”, abandonando a abordagem fragmentada anterior. A ministra argumenta que esta mudança permitirá conciliar o esforço de construção de habitação e infraestruturas com um ganho líquido de habitats, contrariando receios de que o desenvolvimento urbanístico implicaria inevitáveis perdas ambientais.
Um dos elementos centrais do novo plano é o endurecimento das metas relativas às partículas PM2.5, alinhando-as com as normas da União Europeia.
Fontes do departamento de Reynolds adiantam que haverá uma consulta pública sobre medidas adicionais para reduzir a poluição por PM2.5, incluindo aquela proveniente de fogões e lareiras a lenha. Entre as hipóteses está o reforço dos limites de emissões nas áreas de controlo de fumo, onde já existe restrição ao tipo de combustível permitido. Poderá passar a ser possível queimar lenha apenas em equipamentos certificados, sendo proibida a utilização de lareiras convencionais. Esta alteração poderá resultar, na prática, na proibição de aparelhos mais antigos e, em algumas zonas, na impossibilidade total de utilizar salamandras e fogões a lenha.
Os riscos associados às partículas ultrafinas são graves: a sua capacidade de penetrar profundamente nos pulmões está ligada a doenças respiratórias, cardíacas, cancro, acidentes vasculares cerebrais e agravamento de patologias crónicas como a asma. Em 2023, a combustão doméstica foi responsável por 20% das emissões de PM2.5 no Reino Unido, ultrapassando inclusive o setor dos transportes.
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