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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou aos jornalistas que a Rússia está a procurar "clarificar todas as nuances" da proposta junto de Washington antes de dar uma resposta formal ao convite. Até ao momento, a alegada iniciativa não foi confirmada oficialmente pela administração norte-americana.

O anúncio surge num contexto em que Putin não dá sinais de estar disposto a pôr fim à invasão da Ucrânia, conflito que já provocou centenas de milhares de mortos e no qual as forças russas têm sido acusadas de múltiplas atrocidades contra civis. O presidente russo tem rejeitado repetidamente propostas de cessar-fogo ao longo das atuais linhas da frente.

O Kremlin indicou ainda que o enviado especial de Putin, Kirill Dmitriev, irá participar esta semana no Fórum Económico Mundial, em Davos, onde deverá reunir-se com membros da delegação dos Estados Unidos. Não é claro se esses contactos incluirão discussões sobre o referido conselho da paz.

O eventual convite a Putin levanta novas interrogações sobre a natureza e os objetivos do órgão anunciado por Trump. O "conselho da paz" foi inicialmente apresentado como parte das propostas do ex-presidente norte-americano para um cessar-fogo em Gaza, devendo supervisionar a transição para uma paz duradoura no território e acompanhar o trabalho de um comité de especialistas palestinianos responsável pela gestão quotidiana da região. Este plano, descrito de forma vaga, foi endossado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU em novembro.

As primeiras nomeações para o conselho, divulgadas na sexta-feira, incluem o próprio Donald Trump como presidente, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o atual secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, o enviado especial de Trump Steve Witkoff, o genro do ex-presidente Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

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