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A demissão foi tornada pública numa notícia sobre a inauguração da modernização do Complexo Industrial de Ryongsong, nos arredores de Pyongyang, cerimónia presidida por Kim Jong-un. No discurso proferido na ocasião, o líder norte-coreano criticou duramente "funcionários da política económica irresponsáveis, rudes e incompetentes", responsabilizando-os pelos atrasos registados na execução do projecto.

Segundo a KCNA, Kim afirmou que o Partido dos Trabalhadores da Coreia concluiu de forma clara que "as atuais forças de orientação económica são pouco capazes de conduzir o trabalho de reajustamento da indústria do país no seu conjunto e a sua modernização tecnológica".

A decisão surge num contexto de crescente pressão sobre os quadros dirigentes do regime, a poucas semanas da realização do 9.º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o primeiro em cinco anos, que deverá definir a estratégia política, económica e diplomática do país a longo prazo, num cenário de tensões regionais acrescidas.

No início de Janeiro, as autoridades norte-coreanas apelaram a um reforço da "disciplina e lealdade" dos funcionários públicos, num editorial publicado no jornal estatal Rodong Sinmun, no qual se sublinhava que os quadros do partido deveriam encarar o congresso com "orgulho", como resultado do seu "serviço dedicado ao povo norte-coreano".

No último congresso do partido, realizado em 2021, Kim Jong-un foi reconfirmado como secretário-geral, cargo reinstaurado após ter sido extinto em 2016. Na altura, o líder reconheceu o "fracasso" das políticas económicas então em vigor, admitindo que os objectivos definidos não tinham sido alcançados. Um dia depois, defendeu igualmente o reforço significativo das capacidades militares do país, argumentando que tal seria essencial para garantir a segurança nacional e criar um "ambiente pacífico para a construção do socialismo".

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