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O Kennedy Center emitiu esta quinta-feira uma diretiva interna que obriga os funcionários a eliminar todas as referências a Donald Trump das comunicações oficiais da instituição, após uma decisão de um juiz federal que impediu a alteração do nome do centro de artes performativas.
De acordo com um memorando obtido pelo Politico, os colaboradores devem atualizar de imediato assinaturas de correio eletrónico, papel timbrado e outros documentos para que passem a utilizar exclusivamente as designações “The John F. Kennedy Center for the Performing Arts” ou “Kennedy Center”.
A ordem abrange igualmente mensagens de voz, contas nas redes sociais, comunicados de imprensa, formulários, modelos de documentos, sinalética interior e exterior do edifício, brochuras e páginas do website que contenham o nome de Trump. Todas as alterações deverão estar concluídas até 12 de junho.
Contactada para comentar a situação, a Casa Branca remeteu para publicações anteriores de Donald Trump nas redes sociais, nas quais o presidente criticava a decisão judicial. O Kennedy Center não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.
A controvérsia remonta a dezembro, quando a Casa Branca anunciou que o conselho de administração do Kennedy Center tinha aprovado por unanimidade a mudança de nome da instituição para “Trump-Kennedy Center”. A decisão surgiu após comentários de Trump sobre a renovação do edifício e foi apresentada como um reconhecimento pelo seu papel na recuperação da infraestrutura.
Na altura, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a decisão refletia “o trabalho extraordinário realizado pelo presidente Trump ao longo do último ano para salvar o edifício”, destacando melhorias ao nível da reconstrução, das finanças e da reputação da instituição.
No entanto, a medida foi tomada depois de Trump ter afastado vários membros do conselho de administração, incluindo o então presidente, David Rubenstein, substituindo-os por novos administradores nomeados pela sua administração.
Vários legisladores democratas ameaçaram avançar com ações judiciais, argumentando que apenas o Congresso tem autoridade para alterar o nome do Kennedy Center. Em 22 de dezembro de 2025, a congressista democrata Joyce Beatty, membro ex officio do conselho da instituição, apresentou uma ação em tribunal para contestar a decisão.
“Só o Congresso tem autoridade para renomear o Kennedy Center. O Presidente Trump e os seus aliados não podem atropelar a lei federal nem contornar o Congresso para satisfazer interesses pessoais”, afirmou Beatty na ocasião.
A decisão judicial agora em vigor representa um revés para a tentativa de associar oficialmente o nome de Donald Trump a uma das mais prestigiadas instituições culturais dos Estados Unidos.
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