Respondendo às declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, Kallas rejeitou a ideia de um enfraquecimento civilizacional da Europa e sublinhou que Moscovo continua a representar um desafio sério à segurança europeia, não apenas através da guerra na Ucrânia, mas também por tentativas persistentes de sabotagem e desestabilização interna nos países da União Europeia.

A responsável europeia afirmou que, após mais de uma década de conflito, incluindo quatro anos de guerra em grande escala na Ucrânia, a Rússia “mal avançou para além das linhas de 2014”, suportando um custo humano elevado, que estimou em cerca de 1,2 milhões de baixas. Kallas disse mesmo que a Rússia "não é uma superpotência", acrescentando que a economia russa está “em frangalhos”, desligada dos mercados energéticos europeus, e que muitos cidadãos continuam a abandonar o país.

Kaja Kallas alertou ainda que o maior perigo neste momento reside na possibilidade de Moscovo obter mais ganhos à mesa das negociações do que aqueles que conseguiu no campo de batalha, defendendo que a Europa deve manter uma postura firme e realista face às ambições do Kremlin.