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Depois de abastecer a viatura oficial num posto de combustível em Paredes, no distrito do Porto, o líder socialista afirmou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, deve justificar aos portugueses a ausência de medidas para travar o aumento dos preços.
“Este aumento que está a acontecer, 9,5 cêntimos por cada litro de gasóleo e mais de seis cêntimos por cada litro de gasolina, é o resultado do aumento dos impostos decididos pelo Governo em relação aos combustíveis”, afirmou José Luís Carneiro.
O dirigente socialista defendeu que o Executivo deve aplicar as propostas apresentadas pelo PS no Parlamento, nomeadamente uma redução temporária do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, para reduzir o impacto da subida do petróleo nos consumidores.
José Luís Carneiro voltou a acusar o Governo de “fustigar os portugueses com impostos sobre os combustíveis” e considerou que Montenegro tem de explicar por que razão não aceitou as medidas apresentadas pelo PS.
Questionado sobre a possibilidade de levar o tema para as negociações do Orçamento do Estado, o secretário-geral socialista afirmou que não pretende “queimar etapas” e que irá aguardar pela proposta do Governo, prevista para outubro.
Sobre o caso que envolve Luís Neves, atual ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da Polícia Judiciária, José Luís Carneiro recusou pronunciar-se, insistindo que queria centrar a intervenção no aumento dos combustíveis.
O caso tem gerado pressão política depois de notícias sobre suspeitas relacionadas com obras numa propriedade de Luís Neves e ligações a uma empresa que tinha realizado trabalhos para a Polícia Judiciária durante o período em que liderou a instituição.
Segundo o jornal Público, uma fonte da direção do PS defendeu que “as explicações devem ser dadas o mais rapidamente possível” e admitiu que José Luís Carneiro poderá pedir esclarecimentos ao primeiro-ministro caso estas não sejam prestadas.
O líder socialista comentou ainda as polémicas relacionadas com Luís Neves e com o ministro da Educação, Fernando Alexandre, devido aos problemas no processo de exames nacionais, rejeitando a ideia de que se tratem de “pequenos casos”.
Para José Luís Carneiro, os problemas nos exames tiveram “grandes efeitos negativos na vida das famílias e dos portugueses”, criticando quem considera estas situações menores.
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