No discurso de vitória, proferido em Santiago do Chile, o antigo deputado ultraconservador, de 59 anos, afirmou que “o Chile venceu” e que “a esperança de viver sem medo venceu”, sublinhando que a sua governação terá como prioridades a segurança, a imigração e o progresso económico.

“O Chile precisa de ordem nas ruas e no Estado”, declarou Kast, garantindo que o seu executivo irá restabelecer o cumprimento da lei em todo o território nacional. “Vamos restabelecer o respeito pela lei em todas as regiões, sem exceções, sem privilégios políticos, administrativos ou judiciais, porque são os cidadãos que temos de servir, e não aqueles que detêm o poder”, afirmou.

José Antonio Kast venceu de forma clara a candidata da esquerda Jeannette Jara, antiga ministra do Trabalho do atual presidente Gabriel Boric. De acordo com dados preliminares do Serviço Eleitoral do Chile, com mais de 99% dos votos apurados, Kast obteve 58,1% dos votos, contra 41,8% de Jara, de 51 anos.

A eleição de Kast marca um momento histórico no país, tornando-se o primeiro presidente de extrema-direita desde o regresso da democracia, há 35 anos, após o fim da ditadura militar de Augusto Pinochet. Durante a campanha, Kast defendeu publicamente a opção pela continuidade do regime de Pinochet no plebiscito de 1988, uma posição que gerou forte polémica no debate político chileno.