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No segundo dia na Hungria, JD Vance criticou o que considera serem pressões externas sobre o país, apontando o dedo tanto a instituições europeias como a governos estrangeiros. “Não é interferência quando a União Europeia ameaça reter milhares de milhões de euros por causa das políticas da Hungria, mas é interferência quando alguém elogia Viktor Orbán?”, questionou.
O responsável norte-americano afirmou ainda que os EUA “nunca ameaçaram” a Hungria em contexto eleitoral, sublinhando que respeitam a soberania do país. Ao mesmo tempo, incentivou os eleitores húngaros a “rejeitar operações de influência estrangeira” e a escolher livremente os seus líderes, reiterando, no entanto, o seu apoio a Orbán.
As declarações foram recebidas com reservas em Bruxelas. Porta-vozes da Comissão Europeia evitaram inicialmente comentar diretamente, mas acabaram por responder às críticas. O porta-voz para a área tecnológica, Thomas Regnier, afirmou que o objetivo da UE é garantir que “as eleições permanecem nas mãos dos cidadãos”, numa referência às regras sobre plataformas digitais.
Já a porta-voz para a política externa, Anitta Hipper, indicou que o bloco irá recorrer a canais diplomáticos para transmitir preocupações a Washington, sem especificar o conteúdo dessas conversas. Também Arianna Podestà, porta-voz da Comissão Europeia para a concorrência e do Eurostat, reforçou que existem mecanismos institucionais próprios para tratar estas questões com os parceiros internacionais.
A Alemanha reagiu igualmente às declarações, rejeitando as acusações de interferência por parte da União Europeia. Um porta-voz do governo alemão afirmou que a presença de Vance em território húngaro, a poucos dias das eleições, “fala por si” sobre quem estará a influenciar o processo eleitoral.
Além das críticas à UE, JD Vance apontou também falhas às políticas energéticas europeias, em particular no Reino Unido, defendendo que os elevados custos de energia resultam de decisões políticas erradas. O vice-presidente afirmou que os EUA conseguiram preços mais baixos graças a “decisões inteligentes” e sugeriu que os países europeus poderiam seguir o mesmo caminho.
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