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Segundo o The Guardian, a nova regra aplica-se a estradas residenciais sem linha central e sem sinalização que estabeleça um limite máximo de velocidade. Estas vias são frequentes nas cidades japonesas mais densamente povoadas e representam um risco particularmente elevado para crianças e idosos.

A medida abrange cerca de 870 mil quilómetros de estradas com menos de 5,5 metros de largura e sem linhas centrais ou separadores.

As autoridades esperam que a redução do limite de velocidade permita melhorar a segurança nas zonas residenciais, que não têm registado a mesma evolução positiva observada nas estradas de maior dimensão.

O número total de mortes em acidentes rodoviários tem vindo a diminuir no país e atingiu no ano passado um mínimo histórico de 2457 vítimas. No entanto, os acidentes fatais ou graves que envolvem crianças e idosos em estradas residenciais mantêm-se em cerca de 300 casos por ano desde 2021. Em 2025, esse número aumentou pela primeira vez em três anos, segundo dados da Agência Nacional de Polícia.

O Japão já tinha introduzido, em 2011, as chamadas zonas “30”, aplicadas a um número limitado de ruas residenciais e a percursos escolares. Segundo o Mainichi, essas zonas contribuíram para uma redução de 30% nas mortes e ferimentos graves.

Os dados da polícia japonesa mostram também uma relação entre a velocidade dos veículos e o risco para os peões. A taxa de mortalidade é inferior a 1% nos acidentes que envolvem veículos que circulam a 30 km/h ou menos. Entre os 30 e os 40 km/h, sobe para 2,7%, enquanto entre os 50 e os 60 km/h chega aos 17,4%.

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