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Um sismo de magnitude 7,1 atingiu esta terça-feira a província de Kumamoto, na região de Kyushu, no Japão, às 16h27 locais, diz o The Japan Times.
Inicialmente, foi emitido um aviso de tsunami para zonas costeiras dos mares de Ariake e Yatsushiro, tendo sido recomendado à população que se afastasse da costa. O alerta acabou por ser levantado às 18h10 locais.
O abalo provocou danos em edifícios, cortes de eletricidade e vários incêndios, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
Cerca de 30 minutos depois do primeiro sismo, foi registada uma réplica com intensidade máxima próxima de 5 na mesma zona. As autoridades japonesas apelaram à população para permanecer atenta devido ao risco de novos terramotos de grande dimensão.
Imagens transmitidas pela estação NHK mostraram vários edifícios destruídos junto ao epicentro. O departamento de bombeiros da cidade de Uki informou ter recebido várias chamadas de emergência devido a vários incêndios que deflagraram na região.
Também foram registados danos em infraestruturas. De acordo com a NHK, viadutos rodoviários na Kyushu Expressway, na cidade de Yatsushiro, sofreram danos significativos e uma zona pedonal de uma ponte aparentou ter colapsado. Na localidade de Kashima, um centro comercial da cadeia Aeon parecia ter sofrido um colapso parcial, existindo ainda relatos não confirmados de uma explosão.
De acordo com a informação divulgada, várias pessoas encontram-se desaparecidas na fábrica Nippon Paper Industries, em Yatsushiro, depois de uma chaminé ter colapsado. A informação foi avançada pela estação pública NHK, que cita a polícia local. Equipas policiais e bombeiros estão a investigar o incidente.
Entretanto, as operações de busca continuam também no centro comercial Aeon Mall, na localidade de Kashima, onde o colapso do segundo piso deixou "muitas pessoas" presas no interior, segundo os serviços de emergência. As autoridades tinham recebido anteriormente relatos de uma explosão no local, sem confirmarem, para já, a existência de vítimas.
As consequências do abalo fizeram-se sentir em vários setores. Cerca de 48 mil habitações ficaram sem eletricidade, enquanto a empresa ferroviária JR Kyushu suspendeu os serviços, incluindo os comboios de alta velocidade. O aeroporto de Kumamoto encerrou a pista, levando ao desvio e cancelamento de voos.
As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo comunicaram perturbações nas redes móveis devido às falhas de energia e problemas nas linhas de transmissão.
Também diversas empresas interromperam temporariamente a atividade. A fabricante de semicondutores TSMC evacuou os trabalhadores da sua unidade na região por precaução, enquanto a Sony e a Fujifilm retiraram igualmente funcionários das respetivas instalações, segundo informações divulgadas.
Na cidade de Yatsushiro, um hospital recebeu cerca de 40 feridos relacionados com o sismo, noticiou a agência Kyodo. Um comboio descarrilou e tombou na estação local, enquanto as muralhas do histórico Castelo de Kumamoto sofreram danos. A administração do monumento anunciou a suspensão das atividades do dia e apelou aos visitantes para privilegiarem a segurança.
Além disso, imagens divulgadas pela NHK mostraram outros edifícios parcialmente colapsados ou em chamas, bem como grandes fissuras em estradas, incluindo numa via elevada.
No setor nuclear, a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) informou que a autoridade reguladora japonesa não detetou quaisquer danos ou problemas de segurança na central nuclear de Sendai. A organização acrescentou que continuará a acompanhar a evolução da situação.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pediu aos habitantes das zonas afetadas que permanecessem vigilantes perante a possibilidade de um novo sismo de magnitude semelhante. A governante afirmou que ainda estava a ser avaliada a extensão dos danos, mas confirmou que já tinham sido comunicados feridos, sem indicar o número de pessoas afetadas.
Um responsável da Agência Meteorológica do Japão reforçou o alerta para a possibilidade de novos abalos fortes durante cerca de uma semana, sobretudo nos dois ou três dias seguintes ao sismo. O responsável recordou que a região já tinha sido atingida por fortes terramotos no passado, que deram origem a uma sequência de novos movimentos sísmicos.
(Notícia atualizada às 14h52)
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