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A proposta consta de uma versão preliminar do novo Código da Estrada, que deverá ser aprovada até meados de outubro. O objetivo é reduzir situações em que os condutores não têm tempo suficiente para reagir a um peão distraído e evitar acidentes potencialmente graves, de acordo com o The Guardian.

Além dos telemóveis, a proibição abrange computadores portáteis, tablets e câmaras digitais. Ainda assim, os peões poderão falar ao telemóvel através de sistemas mãos-livres durante a travessia e utilizar o aparelho em situações de emergência. Também será permitido usar auriculares, desde que seja possível ouvir adequadamente com ambos os ouvidos.

As novas regras não se aplicam a quem esteja a caminhar no passeio.

O projeto determina ainda que, antes de atravessar a estrada, os peões devem certificar-se de que o condutor de um veículo que se aproxima os viu e pretende parar. Os peões não devem também hesitar ou demorar-se durante a travessia.

A medida surge depois de várias decisões de tribunais italianos terem atribuído responsabilidade por acidentes a peões considerados descuidados. Itália não é, contudo, o primeiro país a adotar regras contra a utilização distraída de dispositivos eletrónicos durante a travessia de estradas. A Lituânia introduziu multas em 2018 e, no ano anterior, Honolulu tornou-se uma das primeiras cidades a aplicar regras semelhantes. Em 2020, a cidade japonesa de Yamato adotou também uma proibição relacionada com a utilização de smartphones enquanto se caminha.

A atualização do Código da Estrada deverá incluir igualmente penalizações mais pesadas para os condutores que utilizem o telemóvel ao volante. Para reincidentes, as multas poderão chegar aos 2588 euros, acompanhadas da suspensão da carta de condução por um período entre um e três meses.

O projeto chegou a prever também restrições para condutores com 85 ou mais anos, incluindo a possibilidade de apenas conduzirem num raio de 100 quilómetros da residência e a proibição total de circulação em autoestradas. No entanto, após contestação pública, o Ministério dos Transportes italiano anunciou no domingo que essa medida tinha sido retirada do projeto há algum tempo, a pedido do ministro dos Transportes, Matteo Salvini.

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