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“Isto é mesmo uma guerra”, frisou a ministra à margem da inauguração do Pavilhão de Portugal na 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que teve início esta segunda-feira na cidade amazónica de Belém, no Brasil.
Maria da Graça Carvalho sublinhou que Portugal encara este desafio precisamente com “essa atitude: lutar contra os efeitos das alterações climáticas, dar resiliência e dar segurança”. Segundo a ministra, esta postura também significa “preparar a segurança nacional”.
“Evitar as inundações, evitar erosão costeira, evitar catástrofes naturais, segurança contra os grandes incêndios é segurança nacional”, reforçou.
Durante os 12 dias de conferência, o Pavilhão de Portugal vai acolher sete eventos diários dedicados a temas como o clima, os oceanos, a água e a energia, podendo também servir de apoio às delegações lusófonas. A ministra destacou ainda o papel mediador que o país pode desempenhar: “Um ponto de encontro para as reuniões, discussões”, afirmou, após a abertura oficial do pavilhão, idealizado pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura e que contou com a participação do músico António Zambujo na inauguração.
A COP30 arrancou com otimismo, depois da aprovação por consenso da agenda de trabalho, um passo considerado essencial para desbloquear as negociações iniciais. O presidente da cimeira, o brasileiro André Corrêa do Lago, celebrou o acordo alcançado, afirmando que, com isso, “já se pode começar a trabalhar intensamente”.
Segundo a diretora executiva da COP30, Ana Toni, a aprovação da agenda logo no primeiro dia “é uma grande conquista”, tendo em conta o atual contexto geopolítico mundial.
Durante a sessão de abertura, várias lideranças internacionais apelaram à transformação das promessas em ações concretas, sobretudo em áreas como o financiamento climático, a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis e a adaptação aos impactos climáticos.
Um dos principais temas em debate é o triplicar do financiamento climático global até 2035. Ao passar o testemunho ao Brasil, o presidente da COP29, Mukhtar Babayev, instou os países desenvolvidos a cumprir o roteiro acordado em Baku, que prevê um aumento dos atuais 300 mil milhões de dólares anuais para 1,3 biliões até meados da próxima década.
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