Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Israel realizou ataques contra posições militares no oeste e centro do Irão esta segunda-feira, numa operação apresentada como resposta ao lançamento de mísseis iranianos contra território israelita ocorrido no domingo.

A ofensiva aconteceu apesar de uma intervenção direta do Presidente norte-americano, Donald Trump, que terá contactado o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na tentativa de impedir uma retaliação que pudesse comprometer as negociações em curso sobre o programa nuclear iraniano.

Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, Trump procurou convencer Israel a evitar uma nova escalada militar e a dar espaço à via diplomática. No entanto, poucas horas após esse contacto, a Força Aérea israelita avançou com os bombardeamentos.

A decisão de Israel gerou reações nos EUA. O senador democrata Chris Murphy considerou que o episódio expôs os limites da influência norte-americana sobre o aliado israelita.

Numa publicação na rede social X, Chris Murphy afirmou que o conflito tem sido "humilhante para Trump e para o poder americano", argumentando que o facto de Netanyahu ter avançado com os ataques pouco depois do apelo do Presidente norte-americano reforça essa perceção.

Horas antes dos ataques, Trump mostrava-se otimista quanto à possibilidade de alcançar um entendimento com Teerão.

Em declarações à Fox News, o Presidente dos EUA afirmou que um acordo poderia ser alcançado nos próximos dias, lamentando que os recentes acontecimentos pudessem comprometer esse objetivo.

"Estamos muito perto. Diria que um acordo poderia ser assinado esta semana", declarou.

Trump apelou ainda à contenção de ambas as partes, defendendo que os ataques realizados por Israel e pelo Irão deveriam marcar o fim do atual ciclo de confrontos. "Não precisamos de mais nenhum ataque", afirmou.

Numa entrevista ao Financial Times, publicada no mesmo dia em que o Irão lançou mísseis contra Israel, Trump garantiu que Netanyahu acabaria por aceitar qualquer acordo que Washington viesse a negociar com Teerão.

Contudo, a decisão do governo israelita de avançar com a retaliação militar colocou em causa essa expectativa e levantou novas dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos para influenciar as decisões estratégicas de Israel num momento delicado para a estabilidade da região.

___

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.