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O entendimento foi alcançado após a quarta ronda de negociações mediadas pelos Estados Unidos, realizada em Washington. Segundo o comunicado conjunto divulgado no final do encontro, o cessar-fogo fica condicionado à “cessação completa” dos disparos do Hezbollah e à retirada dos seus combatentes das áreas situadas a sul do rio Litani.
O acordo prevê ainda que as Forças Armadas libanesas assumam o controlo exclusivo das futuras zonas de segurança, embora não tenha sido definido um calendário para a sua implementação.
As conversações, que se prolongaram por quase nove horas, de acordo com a CNN decorreram num contexto de tensão persistente na fronteira israelo-libanesa, marcada por sucessivas violações do cessar-fogo e trocas de ataques entre Israel e o Hezbollah.
No comunicado conjunto, Israel reiterou que a sua segurança depende do desarmamento do Hezbollah e do desmantelamento da sua infraestrutura militar em todo o território libanês. Os Estados Unidos, por sua vez, comprometeram-se a continuar a apoiar as Forças Armadas libanesas, reforçando a sua capacidade para exercer a soberania em todo o país.
Apesar do acordo, poucas horas após o anúncio, a Agência Nacional de Informação (ANI) do Líbano reportou novos ataques aéreos israelitas no sul do país, que terão provocado vítimas.
Em Israel, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, criticou duramente o entendimento, classificando-o como um “grave erro” e uma “ilusão” promovida por conselheiros que, segundo afirmou, influenciam negativamente as decisões do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Também o Irão reagiu ao desenvolvimento diplomático. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, advertiu que Teerão responderá caso Beirute volte a ser alvo de ataques israelitas. Segundo o governante, um ataque à capital libanesa significaria, na prática, o colapso total do cessar-fogo, justificando uma resposta das forças armadas iranianas.
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