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"Estamos a entrar na fase decisiva do conflito, entre as tentativas do regime iraniano de sobreviver, ao mesmo tempo que inflige sofrimentos crescentes ao povo iraniano, e a sua capitulação", afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, numa mensagem citada pela AFP.
O governante reiterou que "só o povo iraniano" poderá pôr fim ao conflito, apelando a uma "luta determinada" que conduza à queda do regime teocrático em Teerão. Israel tem multiplicado nos últimos dias os apelos a uma sublevação popular no Irão, na sequência da repressão violenta de protestos, que causaram milhares de mortos em janeiro.
As autoridades israelitas consideram o Irão um dos seus principais inimigos estratégicos, devido à posição assumida pelo regime da República Islâmica, instaurado em 1979, que defende a destruição do Estado israelita. Telavive insiste que a ofensiva militar se prolongará até que o regime iraniano seja deposto, mantendo em paralelo os apelos dirigidos à população.
Do lado iraniano, as autoridades advertiram que não irão tolerar quaisquer protestos internos, classificando-os como atos hostis contra a República Islâmica e prometendo tratá-los da mesma forma que os ataques externos no contexto da guerra.
Em contraste com a posição israelita, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem apresentado avaliações variáveis sobre a duração do conflito, oscilando entre a previsão de várias semanas e a afirmação recente de que a guerra “está quase terminada”, num contexto marcado pelo impacto do conflito nos preços do petróleo.
Israel Katz elogiou ainda Trump pelo ataque lançado na sexta-feira à noite pela aviação norte-americana contra a Ilha de Kharg, um dos principais terminais petrolíferos do Irão. Segundo o ministro, o bombardeamento constituiu "a resposta adequada" às ações iranianas no Estreito de Ormuz e às tentativas de pressão do regime iraniano.
O ministro da Defesa acrescentou que a força aérea israelita continua a realizar "uma vaga de ataques poderosos contra Teerão e outras zonas do Irão", acusando ainda o regime iraniano de recorrer ao “terrorismo regional e mundial” e à chantagem para travar a ofensiva militar israelita e norte-americana.
A guerra, que já causou mais de dois mil mortos, na maioria iranianos, provocou também fortes perturbações nos mercados energéticos, com o preço do barril de crude a ultrapassar a fasquia dos 100 dólares.
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