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Luís Marques Mendes
Marques Mendes prometeu ajudar este ou outro governo a "tomar decisões para melhorar" a saúde, e sugeriu que as regras e estímulos das Parcerias Público-Privadas neste setor se possam aplicar aos hospitais públicos.
No final de uma visita ao mercado do Livramento, em Setúbal, Marques Mendes foi questionado sobre queixas que tem ouvido sobre a saúde e sobre a morte de um homem, na terça-feira no Seixal, depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.
"A primeira coisa que devo dizer é que lamento profundamente o que aconteceu e a morte dessa pessoa. Essa é que é a péssima notícia. Não conheço as circunstâncias do caso, portanto, não posso pronunciar-me", disse. Sobre a situação da saúde, considerou que "as pessoas têm razão e há que fazer esforços e ajudar a que sejam tomadas as decisões para melhorar as outras".
"Eu não estou aqui agora para fazer análise ou comentário. Eu estou aqui para ser Presidente da República e ajudar o Governo, este ou qualquer outro, a governar o melhor possível", disse.
"Primeiro garantir a estabilidade. Sem haver estabilidade não há soluções. E depois ser firme a exigir resultados. Acho que esse é o papel do Presidente da República e não aquele papel de criar dificuldades e de criar instabilidade", afirmou.
António José Seguro
António José Seguro mostrou-se esta tarde “irritado” com os casos como o que foi hoje noticiado, de mais uma morte numa espera pelo INEM.
“Casos destes deixam-me completamente irritado”. Durante a tarde, o socialista voltou à sua proposta de um pacto nesta área porque “não se brinca com a saúde dos portugueses”. Nas declarações aos jornalistas em Lisboa, recusou atribuir culpas ao Governo, rejeitando “o passa culpas”, ainda assim, diz que “há respostas imediatas que têm de ser dadas”.
Atirou também aos seus adversários na corrida a Belém ao dizer ficar também “irritado que outros candidatos digam que não estão disponíveis para dar contributo”.
João Cotrim de Figueiredo
João Cotrim de Figueiredo disse esta tarde que, se fosse Presidente, chamaria Luís Montenegro a Belém e recomendaria a demissão da ministra da saúde, numa conversa pessoal. E se o primeiro-ministro recusasse seguir a sua sugestão, o que faria a seguir? “Não faria nada. É por isso que a Constituição prevê que o Presidente da República não tem poderes executivos, não pode forçar”, respondeu o candidato.
“Pode constituir-se em contra-poder? Pode, mas tem custos posteriormente. Saber exercer o poder é tão importante como saber a extensão dos poderes que pode exercer”, justificou. “Se eu fizesse uma sugestão muito musculada, e essa sugestão não fosse atendida, não vinha fazer birra”.
O ex-presidente da Iniciativa Liberal considera que o caso de Ana Paula Martins é uma “mistura de falta de diligência profissional com inconsciência sobre as proporções políticas”. E chegou ao limite: “Achar que 100 ambulâncias, que são bastante, não fariam diferença nesta altura de necessidade acrescida de resposta, está nas fronteiras daquilo que eu considero a perda de condições políticas para exercer o cargo de ministra”.
André Ventura
André Ventura reagiu responsabilizando o Governo e a ministra da Saúde, mas colocando também em causa o Presidente da República, que acusa de ter desaparecido.
“De quem é a responsabilidade disto? É do Governo. E um Presidente da República que honra o salário que recebe, que honra a eleição que teve e a legitimidade, tem que chamar o Governo à atenção disto. E eu noto com preocupação que o nosso Presidente desapareceu em combate, verdadeiramente”, realçou, frisando que “alguém tem que chamar o Governo à atenção e alguém tem que chamar o Governo”.
Se fosse Presidente da República, diz, iria “chamar a ministra da Saúde e dizer que isto não pode continuar”. “Enquanto estiverem pessoas a morrer por falta de atendimento médico, a senhora é responsável por isso”, refere.
E questionou: “Isto é o Bangladesh? Vivemos num país qualquer aí do terceiro mundo, onde as pessoas nascem à beira da estrada?”, numa referência a um bebé nascido num quartel de bombeiros na Moita.
“Esta responsabilidade desta morte é do Governo. E é da senhora ministra da Saúde, porque assim não parece que vivemos num país do primeiro mundo, parece que vivemos num país do terceiro mundo.”
No mesmo sentido, Ventura também reforça que “a ministra da Saúde já não devia estar em funções”, considerando um “grande erro” Montenegro ter mantido a ministra da Saúde em funções.
Catarina Martins
Martins atribuiu culpas a Marcelo pela crise na Saúde: “Este Governo não tem a mínima estratégia, e o Presidente da República não tem ajudado.”
“Sendo certo que não legisla nem governa, não pode deixar um Governo de rédea solta a cortar primeiro e a pensar depois na saúde. Precisa de exigir plano, proposta, que a Constituição seja cumprida na garantia de acesso à saúde de toda a população.”
Catarina Martins disse que “os problemas acontecem porque se acumulam e nenhum é resolvido”. Por fim, censura o Governo por “ter cortado o orçamento para medicamentos nos hospitais” e “não ter encomendado um número suficiente de vacinas”.
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