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Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, afirmou que “as negociações são incompatíveis com ultimatos e ameaças de cometer crimes de guerra”, numa referência implícita às recentes declarações e advertências vindas de Washington.

Baghaei esclareceu que o Irão já definiu um conjunto de requisitos considerados essenciais e que esses pontos foram comunicados através de canais indiretos. Segundo o porta-voz, propostas anteriores apresentadas pelos Estados Unidos, incluindo um plano com 15 pontos, foram rejeitadas por Teerão por serem consideradas “excessivas”.

“O Irão não hesita em expressar claramente o que entende serem as suas exigências legítimas. Isso não deve ser visto como sinal de cedência, mas como reflexo da confiança na defesa das suas posições”, afirmou.

Questionado sobre os contactos em curso para alcançar um cessar-fogo entre Teerão e Washington, Baghaei indicou que o país já formulou respostas próprias e que os respetivos detalhes serão divulgados “no momento oportuno”.

A proposta de cessar-fogo, anunciada pelo Paquistão, surge num contexto de fortes tensões regionais e de intensificação do conflito entre o Irão e os Estados Unidos, com vários mediadores internacionais a tentarem abrir espaço para uma trégua que permita avançar para negociações mais amplas.

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