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O Irão lançou este domingo vários mísseis contra Israel, numa resposta aos ataques israelitas realizados nos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano. As autoridades israelitas indicaram que esta foi a primeira ofensiva iraniana deste género desde o frágil cessar-fogo estabelecido em abril, escreve o The Guardian.

As Forças Armadas israelitas anunciaram inicialmente uma primeira vaga de mísseis e, pouco depois, alertaram para um segundo lançamento proveniente do Irão. De acordo com os militares, os sistemas de defesa aérea foram mobilizados para identificar e intercetar as ameaças.

O presidente norte-americano reagiu aos acontecimentos e apelou ao regresso às negociações. Donald Trump afirmou que o Irão já tinha disparado os seus mísseis e que deveria agora regressar à mesa das negociações para alcançar um acordo. Acrescentou ainda que os ataques não ajudariam o processo negocial em curso.

Mais tarde, Trump afirmou esperar que Israel não respondesse militarmente ao ataque iraniano. Segundo o presidente dos EUA, uma retaliação poderia prolongar ainda mais um conflito que se arrasta há décadas. Trump disse também que pretendia contactar o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o dissuadir de responder ao ataque.

Entretanto, o Irão encerrou o espaço aéreo da parte ocidental do país por tempo indeterminado, alegando razões de segurança. Também a Síria anunciou o encerramento temporário do seu espaço aéreo durante 12 horas, suspendendo as operações no Aeroporto Internacional de Damasco. O Iraque tomou uma medida semelhante, suspendendo igualmente a navegação aérea.

Do lado iraniano, o comandante Ali Abdollahi, responsável pelo quartel-general Khatam al-Anbiya, declarou que o mais recente ataque israelita aos subúrbios do sul de Beirute ultrapassou “todas as linhas vermelhas”. O responsável exigiu o fim da campanha militar israelita no Líbano e advertiu que qualquer expansão das operações ou resposta aos ataques iranianos resultaria em consequências mais graves.

Também o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão advertiu Israel para cessar os ataques em território libanês. A organização afirmou que uma escalada militar israelita ou uma resposta aos disparos iranianos seria recebida com ações mais severas.

Por sua vez, o porta-voz militar israelita, brigadeiro-general Effie Defrin, garantiu que Israel continuará a sua campanha militar no Líbano e que irá intensificar as operações contra o Hezbollah. Defrin acusou o regime iraniano de tentar estabelecer uma nova dinâmica através de ataques diretos contra território israelita e classificou a decisão de Teerão como um “grave erro”.

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