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O Irão reafirmou que o Líbano integra o acordo de cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos, intensificando a tensão diplomática após novos ataques israelitas a Beirute. As declarações surgem num momento de incerteza quanto à aplicação da trégua.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o presidente do parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, insistiram que o Líbano e o movimento Hezbollah fazem parte integrante do entendimento alcançado entre Teerão e Washington.
Apontado como possível principal negociador do Irão em futuras conversações com os EUA, Mohammad-Bagher Ghalibaf afirmou que “não há margem para negação ou recuo”, sublinhando que qualquer violação do cessar-fogo terá “custos explícitos e respostas fortes”, revela a "CNN". O responsável acrescentou ainda que a declaração de cessar-fogo divulgada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, já destacava a importância do Líbano no acordo.
Também Pezeshkian alertou que a continuação das ações militares israelitas poderá comprometer totalmente o processo diplomático. O chefe de Estado classificou os ataques como uma “violação flagrante” do entendimento inicial e um sinal de “falta de compromisso” com possíveis acordos futuros.
As declarações surgem um dia após intensos bombardeamentos de Israel sobre a capital libanesa, Beirute, que causaram centenas de mortos e feridos e geraram condenação internacional.
Tanto Israel como os Estados Unidos rejeitam que o Líbano faça parte do cessar-fogo. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças armadas irão “continuar a atacar o Hezbollah sempre que necessário”, reforçando a divergência entre as partes sobre o alcance do acordo.
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