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"Até que os Estados Unidos corrijam o seu comportamento, o Estreito de Ormuz não será aberto", afirmou Mohammad Bagher Zolgadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, num comunicado divulgado pela agência estatal IRNA.
Além do fim do bloqueio naval e das sanções, Teerão exige a libertação de ativos iranianos congelados e uma compensação pelos danos causados pelo que Zolgadr classificou como "duas guerras impostas".
Entre as restantes exigências estão o fim das ameaças contra o Irão, a cessação das operações militares norte-americanas contra o país e os seus aliados regionais no Líbano, Palestina, Iémen e Iraque, e a retirada das forças militares dos Estados Unidos posicionadas em torno do território iraniano.
"Estas são as exigências do povo iraniano", afirmou Zolgadr, garantindo que o Irão "nunca cederá", seja militarmente ou através de negociações.
Reabertura depende de acordo com os Estados Unidos
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Aragchi, afirmou que Teerão exige indemnizações dos Estados Unidos pelas alegadas violações do memorando de entendimento de junho. Disse ainda que o Irão está "muito perto" de chegar a um acordo com Omã sobre o quadro legal e a gestão da passagem marítima, assim como sobre as rotas de navegação no estreito.
Também o porta-voz da Guarda Revolucionária, general Hossein Mohebi, afirmou que a reabertura depende da aceitação integral das condições iranianas por Washington e do fim da interferência norte-americana nas negociações regionais.
Omã afirmou que as conversações com Teerão sobre a navegação no Estreito de Ormuz estão a decorrer de forma "positiva", mas alertou que ataques a navios que atravessam a rota podem "afetar" as negociações.
A declaração surgiu pouco depois de os Emirados Árabes Unidos terem acusado o Irão de atacar um petroleiro pertencente à empresa estatal Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) no Estreito de Ormuz. Teerão não comentou a acusação.
Estreito de Ormuz está encerrado desde julho
O Irão anunciou em meados de julho o novo encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do crude mundial antes da guerra, num contexto de agravamento das tensões com os Estados Unidos.
Em resposta, Washington restabeleceu o bloqueio naval aos portos e embarcações iranianos. A medida levou à paralisação das negociações entre os dois países no âmbito do memorando de entendimento para a paz assinado a 17 de junho.
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