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O sistema judicial iraniano declarou, através de meios de comunicação estatais, que Erfan Soltani não foi condenado à morte, escreve o The Guardian.
Soltani, que trabalha numa loja de vestuário, tinha sido detido a noroeste de Teerão na passada quinta-feira, após participar em protestos. Organizações de direitos humanos tinham indicado que a execução estava prevista para quarta-feira, sendo esta a primeira sentença de morte aplicada a um manifestante desde o início dos recentes motins. A família de Soltani tinha sido informada de que a execução fora adiada, mas sem garantia sobre o futuro do processo.
Segundo a Reuters, Soltani enfrenta acusações de “colisão contra a segurança interna do país e atividades de propaganda contra o regime”. O sistema judicial esclareceu que, mesmo se estas acusações forem confirmadas, a pena de morte não se aplica, e que o manifestante está atualmente detido na prisão central de Karaj.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na Casa Branca que recebeu garantias de “fontes muito importantes do outro lado” de que as execuções de manifestantes foram suspensas e que nenhuma pena de morte iria ser executada. Questionado sobre a possibilidade de ação militar dos Estados Unidos, Trump respondeu que iria “observar e ver” como a situação evolui.
Até agora, os protestos já causaram mais de 2.500 mortos e mais de 18.100 detenções, segundo dados da agência Human Rights Activists, sediada nos Estados Unidos.
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