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A Guarda da Revolução Islâmica afirmou que o estreito está sob "controlo total" das forças navais iranianas e avisou que qualquer navio que tente atravessar a via marítima corre o risco de ser atingido por mísseis ou por drones fora de controlo.

"Atualmente, o Estreito de Ormuz encontra-se sob o controlo completo da Marinha da República Islâmica", declarou Mohammad Akbarzadeh, responsável da marinha da Guarda Revolucionária, numa nota divulgada pela agência Fars e citada pela AFP.

Poucas horas antes, porém, o comandante do Comando Central dos Estados Unidos, o almirante Brad Cooper, rejeitou a versão iraniana, afirmando que as forças norte-americanas estão a neutralizar a marinha do Irão. Segundo Cooper, 17 navios iranianos já foram destruídos e não existe atualmente “uma única embarcação iraniana em operação” no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã.

"Durante décadas, o regime iraniano tem assediado a navegação internacional. Hoje, não há um único navio iraniano a operar nestas águas", declarou o responsável militar norte-americano.

Perante o risco de interrupção do tráfego marítimo e a escalada dos preços da energia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu na terça-feira que a Marinha norte-americana poderá passar a escoltar petroleiros que atravessem o Estreito de Ormuz, numa das medidas mais assertivas da administração para tentar conter o impacto económico da guerra.

Na mesma conferência, o almirante Brad Cooper revelou ainda a dimensão da ofensiva militar em curso, afirmando que o número de ataques realizados nas primeiras 24 horas da guerra contra o Irão foi quase o dobro dos bombardeamentos de "choque e pavor" lançados sobre o Iraque em 2003. Segundo o comandante, cerca de dois mil alvos já foram atingidos em território iraniano desde o início do conflito.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico vital para a economia global, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido mundialmente, e qualquer perturbação prolongada na sua navegação poderá ter consequências significativas nos mercados internacionais de energia.

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