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O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que Teerão não aceitou os termos apresentados por Washington, descrevendo a proposta como a “final e melhor oferta”, e sublinhou que os EUA não conseguiram obter garantias claras de que o Irão não desenvolverá armas nucleares nem capacidades que permitam produzi-las rapidamente, um objetivo central para o presidente Donald Trump.

Do lado iraniano, a resposta foi de rejeição das condições americanas, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros a acusar os EUA de fazerem “exigências excessivas e ilegítimas” e a insistir no reconhecimento dos “direitos e interesses legítimos” do país. O porta-voz Esmail Baghaei afirmou ainda que as negociações decorreram num ambiente de “desconfiança, suspeita e dúvida”, marcado pelo recente conflito de mais de 40 dias entre os dois países e por um cessar-fogo ainda frágil. Apesar do fracasso, sublinhou que não era expectável um acordo numa única ronda e que “a diplomacia nunca termina”.

As duas partes apresentam versões opostas para o impasse, os EUA dizem ter sido flexíveis e ter negociado de boa fé, enquanto o Irão considera que as exigências americanas impediram qualquer progresso. Entre os principais pontos de discórdia estiveram a questão nuclear, o levantamento de sanções e ativos iranianos congelados, bem como o controlo do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo que o Irão tem condicionado. A ausência de acordo deixa em aberto o futuro do cessar-fogo mediado pelo Paquistão, com ambas as partes já a trocarem acusações de violações da trégua e com sinais de possível escalada, incluindo a presença de meios militares norte-americanos na região.

Em Islamabad, o ambiente após o fim das negociações foi descrito como de clara desilusão, com sinais do encontro a serem rapidamente desmontados e as delegações a abandonarem a cidade pouco depois. Apesar de tudo, o Paquistão apelou à continuação do diálogo e à manutenção do cessar-fogo, tentando preservar algum espaço para a diplomacia.

Ao mesmo tempo, Israel anunciou ter atingido um lançador de rockets no sul do Líbano, onde os combates continuam intensos e uma parte significativa da população permanece deslocada. Ao mesmo tempo, Israel prepara novas negociações com o Líbano em Washington, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha contra o Irão “ainda não terminou”, reforçando a perceção de que, apesar dos esforços diplomáticos em Islamabad, a região permanece num estado de elevada instabilidade e risco de escalada.

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