“O Irão apresentou o seu plano ao mediador paquistanês, com o objetivo de pôr fim de forma permanente à guerra imposta, e agora a bola está do lado dos Estados Unidos, que devem escolher entre a via da diplomacia ou a continuação de uma abordagem conflituosa”, declarou o responsável iraniano, numa reunião com diplomatas estrangeiros em Teerão.
Gharibabadi reforçou ainda que o país procura garantir “os seus interesses nacionais e a sua segurança”, deixando claro que a República Islâmica está preparada “para ambas as opções”, numa referência tanto à continuidade do conflito como a um eventual processo negocial.
As declarações surgem num momento de elevada tensão regional, marcado pelo prolongamento do cessar-fogo entre Teerão e Washington e pela persistência de impasses diplomáticos sem avanços significativos rumo a um acordo de paz duradouro.
Segundo a posição iraniana, foi apresentada recentemente uma nova proposta de negociação com o objetivo de encerrar o conflito, num contexto em que os contactos indiretos entre as partes continuam sem resultados concretos e sem data definida para uma nova ronda presencial de conversações.
O conflito intensificou-se após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos iranianos, que terá atingido infraestruturas militares e industriais ligadas a mísseis e drones. Em resposta, Teerão lançou ataques contra interesses na região e avançou com medidas que afetaram rotas marítimas estratégicas.
Entre essas medidas, destaca-se a situação do Estreito de Ormuz, cuja importância estratégica para o comércio global de energia voltou a colocar pressão adicional sobre a economia internacional.
O bloqueio parcial da rota marítima e as restrições impostas a navios associados ao comércio iraniano contribuíram para uma escalada dos preços dos combustíveis e para o aumento das tensões entre os principais atores internacionais envolvidos.
Apesar do impasse, Teerão mantém contactos diplomáticos com vários países da região, enquanto os esforços de mediação continuam a decorrer sem garantias de um avanço imediato. O vice-ministro iraniano insistiu, no entanto, que a decisão final sobre o rumo do conflito depende agora dos Estados Unidos.
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