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"A era dos acordos unilaterais chegou ao fim. Já vos tínhamos dito: cumpram a vossa palavra ou paguem o preço. A realidade está a bater à porta", escreveu Qalibaf numa publicação na rede social X, acompanhada por uma imagem de um ponto do memorando de entendimento assinado entre os dois países a 17 de junho.
O responsável iraniano destacou uma passagem do acordo relacionada com a reabertura do estreito de Ormuz, na qual é referido que "a República Islâmica do Irão tomará as medidas necessárias".
Os Estados Unidos e o Irão tinham assinado um memorando de entendimento com o objetivo de pôr fim ao conflito, desbloquear o estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Contudo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou recentemente o acordo rescindido após o reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.
No sábado, em Washington, os Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão, operação que o Comando Central norte-americano (Centcom) afirmou entretanto estar concluída.
Segundo o Centcom, as forças norte-americanas atingiram cerca de 140 alvos militares iranianos, incluindo instalações de mísseis e drones, meios navais, depósitos de munições, redes de comunicação e postos de vigilância costeira. Os ataques foram realizados com recurso a aviões de combate, drones e navios de guerra.
A ofensiva foi apresentada por Washington como uma resposta ao ataque iraniano contra um porta-contentores com bandeira cipriota que navegava no estreito de Ormuz e que ficou danificado após ser atingido.
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