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Os ataques tiveram como alvos a base da Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein, e uma base aérea norte-americana em território jordano. As forças iranianas terão recorrido a mísseis e drones, atingindo cerca de duas dezenas de objetivos, incluindo hangares de caças F-35 na Jordânia e sistemas de radar no Bahrein.
A escalada surge na sequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos na noite de terça-feira, justificados como resposta ao abate de um helicóptero Apache norte-americano no estreito de Ormuz. O CENTCOM confirmou que as operações foram realizadas por ordem direta do Presidente Donald Trump, tendo visado sistemas de defesa aérea, estações de controlo terrestre e radares de vigilância iranianos nas imediações do estreito.
Segundo o comando militar norte-americano, tratou-se de uma resposta “proporcional” a ataques anteriores contra forças dos EUA e embarcações comerciais na região, garantindo que as tropas permanecem preparadas para reagir a novas ações hostis. Do lado iraniano, a Guarda da Revolução indicou que os ataques dos Estados Unidos provocaram danos numa torre de telecomunicações e em dois reservatórios de água na cidade portuária de Sirik, no sudeste do país.
Entretanto, o Exército do Kuwait informou, através da rede social X, que os seus sistemas de defesa aérea estavam a intercetar “alvos hostis”, sem adiantar mais pormenores, sinalizando o risco de alargamento do conflito a outros países do Golfo.
O helicóptero norte-americano que desencadeou esta nova escalada caiu ao largo da costa de Omã, tendo os dois tripulantes sido resgatados com vida, segundo anunciou Trump na madrugada de terça-feira. Antes desta troca direta de ataques entre Washington e Teerão, Israel e o Irão tinham trocado lançamentos de mísseis, levando o Presidente norte-americano a exigir o fim “imediato” das hostilidades.
Apesar da retórica belicista e da intensificação das operações militares, Trump afirmou poucas horas antes que um eventual acordo com o Irão estaria em fase de “últimos esforços” e poderia ser alcançado em “dois ou três dias”, uma declaração que contrasta com o agravamento da tensão no Médio Oriente.
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