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O Irão advertiu os Estados Unidos de que qualquer entrada de forças navais norte-americanas no estreito de Ormuz poderá desencadear uma resposta militar, diz o The Guardian, com base num comunicado do comando unificado das forças armadas iranianas, divulgado através de meios de comunicação estatais.

De acordo com essa declaração, Teerão reforça que a segurança no estreito está sob o seu controlo e que a circulação segura de embarcações deve ser coordenada com as suas forças armadas. A posição surge num momento de crescente tensão na região, depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter anunciado que os Estados Unidos iniciariam uma operação para libertar navios que se encontram retidos naquela importante rota marítima.

A situação no estreito de Ormuz, uma das principais artérias para o transporte global de petróleo, tem vindo a deteriorar-se rapidamente. O nível de ameaça à segurança marítima foi classificado como “crítico” pelo Joint Maritime Information Centre, que acompanha a atividade na região. A avaliação resulta das operações militares em curso e do aumento de incidentes envolvendo embarcações comerciais.

Num aviso divulgado através do centro United Kingdom Maritime Trade Operations, os navegadores foram aconselhados a coordenar a sua passagem com as autoridades de Omã, utilizando o canal VHF 16. Além disso, foi sugerido que os navios considerem rotas alternativas, nomeadamente através das águas territoriais de Omã, a sul da zona de separação de tráfego, onde os Estados Unidos estabeleceram uma área de segurança reforçada.

O mesmo aviso alerta ainda para perigos significativos na zona habitual de trânsito. Segundo a nota, a passagem através ou nas proximidades do sistema de separação de tráfego deve ser considerada “extremamente perigosa”, devido à presença de minas que não foram totalmente identificadas nem neutralizadas.

A escalada de tensão ganhou novos contornos após um incidente recente envolvendo um petroleiro. A embarcação relatou ter sido atingida por “projéteis desconhecidos” pouco depois do anúncio feito por Donald Trump. O ataque ocorreu a cerca de 78 milhas náuticas a norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Apesar do impacto, todas as pessoas a bordo foram dadas como seguras, segundo a agência United Kingdom Maritime Trade Operations. As autoridades encontram-se a investigar o sucedido, tendo reforçado o apelo à cautela por parte de todos os navios que atravessam a região.

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