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Em declarações após a segunda ronda de conversações realizada em Genebra, Abbas Araghchi sublinhou que “o caminho para um acordo começou”, mas admitiu que persistem questões por resolver entre as duas partes.
“Posso dizer que, em comparação com a última ronda, tivemos discussões muito sérias e uma atmosfera construtiva, onde trocámos os nossos pontos de vista”, afirmou aos jornalistas, cita o Al Jazeera. Segundo o chefe da diplomacia iraniana, foram alcançados entendimentos sobre alguns princípios-base que poderão servir de base à redação de um documento futuro, advertindo, contudo, que essa fase tenderá a abrandar o processo negocial.
Abbas Araghchi reiterou que o Irão “não procura fabricar nem adquirir armas nucleares”, defendendo que estas não têm lugar na doutrina de segurança nacional do país.
O governante invocou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, que, segundo disse, reconhece “o direito inalienável” dos Estados signatários a desenvolver investigação, produzir e utilizar energia nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio, para fins pacíficos.
“Este direito é inerente, não negociável e juridicamente vinculativo”, declarou.
O ministro iraniano voltou a criticar a decisão de Washington de abandonar, em 2018, o acordo nuclear internacional conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), classificando-a como “uma violação clara de um entendimento aprovado internacionalmente”.
Segundo Abbas Araghchi, essa decisão abalou a confiança entre as partes e teve “consequências económicas e humanitárias injustificadas” para a população iraniana.
O governante condenou ainda os ataques militares realizados no ano passado, em junho junho, contra instalações nucleares iranianas, numa operação conduzida pelos Estados Unidos com o apoio de Israel, considerando que tais ações contrariam os princípios do direito internacional e da Organização das Nações Unidas.
Apesar dos contactos diplomáticos em curso, ainda não foi definida uma data para uma terceira ronda de negociações. Araghchi explicou que ambas as partes irão agora trabalhar separadamente em projetos de texto para um eventual acordo, que serão depois trocados antes de se fixar novo encontro.
“Não foi estabelecido um calendário específico”, afirmou à televisão estatal iraniana.
O ministro apelou também a que Washington abandone imediatamente quaisquer ameaças de uso da força contra o Irão, reiterando que a via diplomática deve prevalecer.
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